Inglês: saber o idioma é cada vez mais importante

A importância de saber outros idiomas no mundo dos negócios se tornou vital. Após a globalização, ficou difícil ter pleno sucesso na carreira profissional sabendo apenas um idioma. A cada ano que passa, o domínio de línguas estrangeiras, principalmente o inglês, tornou-se requisito primordial para evoluir na profissão e para alcançar maiores patamares profissionais.

Com a padronização da prática do inglês nas corporações do mundo todo, as culturas, termos técnicos e linguagens se fundem cada vez mais e todas as companhias falam praticamente a mesma língua, independentemente da localidade no planeta. Para isso, é necessário um conhecimento profundo do inglês para conversas com parceiros internacionais e realizar viagens para o exterior, por exemplo. Segundo pesquisa realizada pela Catho Online, intitulada “A Contratação, a Demissão e a Carreira dos Executivos Brasileiros”, que contou com a participação de 16.207 profissionais de diversas áreas, apenas 7,7% dos entrevistados informou ter o domínio da língua inglesa.

Ainda de acordo com o levantamento da Catho Online, os profissionais de níveis hierárquicos mais alto são os que possuem mais conhecimento no idioma, como presidentes (18,2%), vice-presidentes (16,1%) e diretores (18,6%). O nível hierárquico de trainee também mostra maior conhecimento na língua inglesa. Na pesquisa de 2007, 22,4% dos respondentes falava inglês, enquanto na edição de 2009, esse número subiu para 24,5%.

O profissional que quer estar preparado deve ter a visão de que é fundamental buscar o conhecimento de outra língua para não ficar de fora das oportunidades do mercado de trabalho. Para Analigia Martins, gerente de marketing da Englishtown, escola de inglês online, o processo de relacionamento entre empresas de todo o mundo tem se intensificado a cada ano, e as empresas de países emergentes já têm a possibilidade de competir em um mercado global. “Considerando que o inglês foi escolhido para ser o idioma oficial no mundo dos negócios no âmbito internacional, é preciso que o profissional esteja apto a se comunicar no idioma com diversas nacionalidades, inclusive”, comenta Analigia.

Uma coisa é conhecer um idioma, outra é dominá-lo. A competitividade e concorrência exigem muito do profissional, e a comunicação correta e assertiva do inglês é essencial. Cristiano Prado, gerente de infraestrutura e novos investimentos, da Frijan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de janeiro), viajou recentemente para Nova Iorque para realizar uma apresentação em uma multinacional parceira: “para fazer apresentações internacionais, é preciso aprender a língua, mas também é preciso ter a percepção de que a realidade internacional é diferente da nacional”. Segundo Cristiano, muitas vezes, em apresentações ou em debates, as pessoas fazem colocações onde percebe-se que estão fora do contexto cultural do país visitado, muito embora estejam dentro do contexto brasileiro e de sua empresa. “O maior desafio é se fazer entender, respeitando a cultura do interlocutor”, observa.

Algumas frases são praticamente padronizadas no mundo dos negócios. Termos e expressões como feedback, networking, core business e uma série de outras, são diariamente utilizadas dentro das corporações brasileiras e tornaram-se essenciais para a comunicação entre colaboradores, empresas e parceiros. “Ainda que não use uma outra língua imediatamente, a conexão mundial promovida pela internet e assuntos de âmbito global, como sustentabilidade e responsabilidade social, requerem dos profissionais conhecimentos em outras línguas, especialmente o inglês, para discutir tais tópicos em relações de trabalho”, aponta John Rogers, professor de inglês “in company” e que já lecionou para CEOs de grandes empresas brasileiras. Ainda para Rogers, como muitas expressões no mundo dos negócios são em inglês, muitas reuniões profissionais acabam tendo uma quantidade enorme dessas expressões, mesmo que a reunião toda seja feita em português. “Nos dias de hoje, é necessário ter uma noção básica da língua de qualquer maneira”, completa.

No caso de apresentações internacionais, como palestras e congressos, outra barreira a ser ultrapassada é a questão cultural. Além de conhecimentos técnicos, termos e expressões no idioma inglês, o profissional deve ter o conhecimento da cultura e ambiente em que vive a pessoa que está recebendo a mensagem. Analigia Martins, gerente da English Town revela: “um dos maiores desafios do executivo é adaptar-se rapidamente para a comunicação com pessoas nativas no idioma ou de outras nacionalidades, já que diferentes sotaques e expressões idiomáticas influenciam muito na compreensão da mensagem”.

Processo seletivo

Para concorrer a uma vaga de trabalho, dominar ou ter bons conhecimentos em outra língua é muito importante e definitivamente tornou-se um diferencial nos processos seletivos. Praticamente todos os programas de trainee de hoje em dia, por exemplo, exigem o domínio em outro idioma. Muitas vezes, a própria entrevista pode ser feita em inglês, a fim de testar os conhecimentos da língua e também os técnicos, do mundo dos negócios.

O concorrente deve tomar cuidado para não tentar usar palavras muito rebuscadas, que, na hora do estresse e nervosismo, podem ser mal colocadas ou mesmo parecer sem sentido, comprometendo o desempenho. John Rogers explica como procede para orientar seus alunos: “com o desenvolvimento das habilidades de ler, escrever, entender e falar inglês, começamos a usar situações mais específicas e assuntos mais profundos, como opinião sobre política, fatos históricos ou assuntos da área na qual o estudante atua ou irá atuar”.

Fonte: Inglês: saber o idioma é cada vez mais importante | Portal Carreira & Sucesso

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A Importância do Inglês no Mercado de Trabalho

A cada dia, cresce nas empresas a exigência do domínio do inglês na hora de selecionar candidatos. Aqueles que já têm sua posição na empresa também são pressionados a aprender o idioma. Veja por que isso acontece.

 

Globalização e Negócios

Estamos cercados de produtos ou serviços fornecidos por marcas estrangeiras de alcance mundial. Da mesma forma, marcas brasileiras fazem o caminho contrário, passando a se destacar em mercados distantes, como por exemplo, nos setores de alimentos (Sadia, Perdigão), petróleo (Petrobras), aviação (Embraer), Bebidas (InBev, belgo-brasileira, agora dona da até então americana Budweiser) para citar apenas alguns. No mundo dos negócios, o inglês tem sido desde há muito tempo a língua padrão, a permitir que executivos troquem informações, não importando sua origem, seja americana, japonesa, chinesa, árabe ou qualquer outra.

Muita gente questiona a real necessidade do inglês para funções que em tese não envolveriam o contato com pessoas de outros países. Mas na visão das empresas, em uma relação comercial com um cliente ou fornecedor, é desejável que, por exemplo, o profissional do setor financeiro trate de assuntos de seu departamento diretamente com seu colega no exterior, que a equipe de logística comunique-se diretamente com a equipe com a mesma função na empresa cliente ou fornecedora, e assim por diante. Com isso, ganha-se eficiência em uma escala inestimável. Para essas empresas, é impossível pensar em interação com empresas estrangeiras se somente seus altos executivos saiberem falar inglês satisfatoriamente.

 

Tecnologia

Profissionais que lidam com tecnologia, seja desenvolvimento ou aplicação, são os que mais precisam do inglês como ferramenta de trabalho. Em parte em razão do papel dos Estados Unidos na criação e desenvolvimento de novas tecnologias, em parte pelo fato de o inglês ser a língua mais internacionalmente disseminada, é justamente nesse idioma que são trocadas informações, escritos manuais, divulgadas pesquisas.

No Brasil é notável o número de vagas em setores como Tecnologia da Informação que não são preenchidas porque falta nos candidatos um bom nível de compreensão e comunicação na língua inglesa.

 

Turismo

A indústria do turismo é um dos setores mais promissores para a geração de empregos no Brasil. O número de turistas estrangeiros que desembarcam no Brasil cresce acima da média mundial. A Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016 já aquecem o setor, que se prepara para atender a demanda desses dois eventos e para o aumento do fluxo de visitantes que virá como consequência da massiva exposição que o país e suas belezas naturais terão nesse período, gerando um ciclo vicioso, pois sabe-se que é bem comum um estrageiro que tenha visitado o Brasil voltar com familiares e amigos em outras oportunidades.

 

Outros setores e perspectivas

Falar bem o inglês também abre portas em muitos outros setores de nossa economia, notadamente naqueles ligados a serviços, incluindo-se o de educação.

O que antes costumava ser um plus é hoje e será ainda mais no futuro próximo um item básico no currículo de qualquer profissional.